{"id":455,"date":"2022-04-17T13:35:23","date_gmt":"2022-04-17T13:35:23","guid":{"rendered":"https:\/\/matilde.intellego.pt\/?p=455"},"modified":"2022-04-17T13:35:23","modified_gmt":"2022-04-17T13:35:23","slug":"capitulo-i-fuga-da-capoeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/matilde.intellego.pt\/index.php\/2022\/04\/17\/capitulo-i-fuga-da-capoeira\/","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo I &#8211; Fuga da capoeira"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma hist\u00f3ria de aventura e luta pela sobreviv\u00eancia que come\u00e7ou quando o meu irm\u00e3o me pediu que lhe contasse uma hist\u00f3ria. Eu pedi-lhe que escolhesse um animal, e ele lembrou-se, sabe-se l\u00e1 como, do frango.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero que gostem do primeiro cap\u00edtulo da hist\u00f3ria, e vou colocando os restantes \u00e0 medida que a for escrevendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Obrigada!<\/p>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-post-title\">Cap\u00edtulo I &#8211; Fuga da capoeira<\/h2>\n\n\n<pre class=\"wp-block-code\"><code>  Num concelho situado num vale verde havia uma senhora velha, que vivia na sua casa com o seu marido e os seus animais. Tinha gatos para lhe apanharem os ratos, galinhas para dar ovos, e coelhos, frangas e frangos, que criava para vender. A sua cozinha encontrava-se separada do resto da casa e era ligada diretamente ao exterior, onde andavam os gatos a passear e as galinhas a desenterrar bichos e plantas, quando lhes era dada a liberdade, o que acontecia normalmente uma vez por dia.\n  At\u00e9 que um dia, na capoeira onde estavam os habituais dezasseis frangos que costumava comprar, um deles tomou consci\u00eancia do que se estava a passar quando viu o seu ex-companheiro a ser vendido a uma rapariga jovem pela senhora idosa que considerava sua dona. Tomou ent\u00e3o a decis\u00e3o da sua vida, e completamente sozinho baseou-se na sua rotina di\u00e1ria e elaborou um plano de fuga da capoeira. Ao fazer isto, reparou que a liberdade n\u00e3o estava t\u00e3o longe como sempre imaginara.\n  Dito e feito. No dia seguinte, assim que a sua dona abriu a porta para colocar a habitual refei\u00e7\u00e3o da manh\u00e3, que nesse dia era feij\u00e3o cozido, a sua preferida, o frango atirou-se \u00e0 senhora e come\u00e7ou a dar \u00e0s asas, a gritar e a pic\u00e1-la com o bico. A pobre senhora, surpreendida e limitada pelos problemas de sa\u00fade que lhe foram aparecendo com a idade, soltou um grito e caiu ao ch\u00e3o, sem se conseguir equilibrar com as dores adicionais que o jovem animal lhe causara. Gritou asneiras e palavr\u00f5es de raiva e frustra\u00e7\u00e3o, e chamou pelo marido o mais alto que conseguiu:\n  \u2014 Ant\u00f3nio! Anda ajudar-me, eu ca\u00ed e um dos frangos fugiu! Amanda-lhe com a vassoura que est\u00e1 a\u00ed encostada \u00e0 parede, a ver se ele volta!\n  O velho senhor chegou a correr e n\u00e3o hesitou em pegar na vassoura e come\u00e7ar a perseguir o frango inocente e indefeso, que acabara de deixar a sua casa pela primeira vez na vida. O frango j\u00e1 tinha corrido metade do caminho at\u00e9 ao pequeno port\u00e3o fechado de arame farpado, mas as suas patinhas n\u00e3o lhe permitiam atingir grandes velocidades e o dono aproximava-se de vassoura na m\u00e3o, pronto a fazer com que o frango desse umas voltas valentes. Vendo que as suas esperan\u00e7as estavam a acabar e que a dona ficara alertada de que ele queria fugir, o que diminuiria as hip\u00f3teses de ser bem sucedido numa segunda tentativa de escapat\u00f3ria, o frango ganhou coragem, acelerou o m\u00e1ximo que p\u00f4de e deu um salto alto como nunca antes dera. Bateu as asas desesperadamente, o que lhe deu a altura de que precisava para saltar o port\u00e3o, que media aproximadamente um metro de altura. S\u00f3 parou de as bater quando atingiu o ch\u00e3o do outro lado, e continuou a correr para fora de casa. O dono, atrapalhado e sem acreditar no que acabara de acontecer, tentou abrir o port\u00e3o, mas o mundo parecia estar a favor daquele corajoso frango e o port\u00e3o prendeu, n\u00e3o permitindo que o velho senhor o abrisse rapidamente. Isto deu tempo ao frango para voltar a olhar em frente e chegar ao segundo port\u00e3o, maior do que o primeiro que ultrapassara. Enfiou as asas brancas entre os arames farpados ferrugentos e puxou com todas as for\u00e7as que ainda tinha. N\u00e3o estava habituado \u00e0quilo, e s\u00f3 esperava por um campo verde onde pudesse descansar e comer o almo\u00e7o que substituiria aquele que lhe permitiu alcan\u00e7ar a liberdade. Surpreendentemente, o port\u00e3o, que s\u00f3 estava encostado, abriu uma frecha e o frango escapou-se por ela o mais rapidamente que conseguiu. O dono, que conseguira finalmente abrir o port\u00e3o, j\u00e1 s\u00f3 estava a dois metros dele, a segurar a vassoura na sua dire\u00e7\u00e3o. O frango voltou a olhar para a frente e correu pela subida de terra acima, na \u00e2nsia que os donos desistissem dele. No entanto, escorregou numa pedra solta e agarrou-se com a asa alaranjada da ferrugem do port\u00e3o que abrira a uma erva mais carnuda que l\u00e1 se encontrava. Fez uma for\u00e7a enorme para se puxar para cima, e conseguiu apoiar rapidamente a pata numa outra pedra mais firme. O dono  estava j\u00e1 com as m\u00e3os \u00e0 volta dele, a tentar agarr\u00e1-lo para o levar novamente para a capoeira, no momento em que o frango empurrou a pedra para baixo e saltou at\u00e9 ao passeio que se encontrava em frente e por cima da casa dos donos. Isto fez com que o senhor ca\u00edsse de frente e ficasse apoiado no meio das ervas e das pedras, com os bra\u00e7os cruzados e a vassoura aos p\u00e9s. O frango olhou para tr\u00e1s enquanto atravessava a estrada, ainda a correr, aparentemente sem movimenta\u00e7\u00e3o. Quando, no momento em que o frango j\u00e1 estava a uns cent\u00edmetros da tira central da estrada, onde estavam \u00e1rvores plantadas e erva a crescer, juntamente com flores coloridas, um carro passou a alta velocidade e raspou-lhe as penas do rabo. O frango gritou e olhou para si. As suas queridas penas traseiras estavam queimadas e estragadas da fric\u00e7\u00e3o e faltava a maior, que fora arrancada pelo carro. Assim que olhou para o lado da estrada de onde acabara de sair, viu o dono a abanar a vassoura no ar e a gritar palavr\u00f5es o mais alto que a sua voz lhe permitia. Decidiu atravessar para a outra margem, mas desta vez olhou antes de atravessar e correu de um lado ao outro da estrada.\n  Depois manteve-se quieto, e sentou-se na beira do passeio, simplesmente a observar o novo mundo que nunca imaginara que existia por cima daquela casa. Uma estrada, carros coloridos a passar nela e pessoas a passear no passeio, que passavam perto dele e lhe lan\u00e7avam olhares interrogativos e um tanto desconfiados. Uma mulher jovem, que aparentava estar na casa  dos trinta, passou mesmo ao lado dele, e o c\u00e3o que ela passeava cheirou-o, curioso. O frango s\u00f3 n\u00e3o fugiu porque estavam a passar carros na estrada, e j\u00e1 tinha tomado consci\u00eancia do perigo que aquilo significava para qualquer animal ou pessoa. Mal ela se foi embora, o frango olhou para a outra margem, e verificou que o dono parecia j\u00e1 ter desistido. Olhou \u00e0 sua volta \u00e0 procura de espa\u00e7os verdes, e encontrou um completamente do seu agrado, mesmo ao lado da casa dos seus ex-donos. Ex-donos era uma maneira engra\u00e7ada de dizer. Soava-lhe a liberdade eterna e independ\u00eancia, a poder viver como queria e como a Natureza mandava; como os gatos vadios e os p\u00e1ssaros, que passavam ali todos os dias: faziam o que queriam e andavam por onde bem entendiam. Eram livres. E provavelmente n\u00e3o davam tanto valor \u00e0 liberdade que lhes era dada como aquele frango, que sabia perfeitamente o qu\u00e3o mau era viver confinado a um espa\u00e7o de quinze metros quadrados para toda a vida. Mas agora aquele pesadelo acabara e considerava que tinha acordado num lindo dia de primavera. Seria uma viragem na vida daquele inocente frango. Era provavelmente o frango mais feliz de todo o mundo naquele momento.\n  Decidiu ent\u00e3o voltar a atravessar a estrada at\u00e9 meio para verificar se o dono n\u00e3o estava escondido \u00e0 espera que ele voltasse. Como ele n\u00e3o parecia ter pensado em pregar uma partida ao seu frango que j\u00e1 n\u00e3o era seu, o frango atravessou o resto da estrada, sempre com cuidado e atento aos carros. Agora j\u00e1 n\u00e3o era de ningu\u00e9m: queria ter a sua personalidade e ser ele mesmo para o resto da sua vida.\n  Mas estava cheio de fome, pois n\u00e3o tinha comido a refei\u00e7\u00e3o da manh\u00e3. Ent\u00e3o decidiu ver se havia algum feij\u00e3o por ali no ch\u00e3o, pois de tanto que as galinhas esgravatavam deviam encontrar alguma comida no meio da terra, dos bichos e da erva verde e seca. Assim o frango decidiu imitar as galinhas e come\u00e7ou a esgravatar a terra \u00e0 procura do feij\u00e3o da dona.\n  \u2014 Tem de andar por aqui, de certeza que existe aqui algum! - disse o frango para si mesmo, numa tentativa de se encorajar. Nunca tinha sentido a necessidade de procurar comida, e n\u00e3o sabia se estava a procurar da maneira certa ou no s\u00edtio certo.\n  O sol subiu no c\u00e9u e o frango continuava sem encontrar um \u00fanico gr\u00e3o para comer. A fome estava cada vez maior, e as suas for\u00e7as estavam fracas, pois desde o dia anterior que n\u00e3o comia nada, pois j\u00e1 n\u00e3o tinham comida na capoeira e ele n\u00e3o comeu quando a dona foi reabastecer, tudo pela sua liberdade. Come\u00e7ava a pensar se aquilo fora uma boa ideia. Se ia deprimir de qualquer maneira, ent\u00e3o mais valia comer bem e viver o resto da sua vida na capoeira at\u00e9 ser vendido a uma pessoa qualquer contra a pr\u00f3pria vontade, provavelmente para ser comido. De certeza de que se voltasse iria direitinho para a panela, a dona n\u00e3o arriscaria outra vez a esperar para o vender. E se n\u00e3o fosse, provavelmente n\u00e3o voltaria a conseguir fugir. Mais valia ficar ali, ao menos tinha hip\u00f3teses de acontecer um milagre e cair alguma comida do c\u00e9u. Ou pelo menos aparecer alguma debaixo do ch\u00e3o\u2026 mas j\u00e1 estava ali h\u00e1 horas e come\u00e7ava a perder a esperan\u00e7a. Simplesmente decidiu continuar a procurar, afinal as coisas n\u00e3o podiam piorar. Estava livre, mas sem nada para comer. Os frangos estavam geneticamente adaptados a viver em cativeiro, mas com comida. Sem comida n\u00e3o h\u00e1 quem se adapte.\n  Mais uma hora se passou, e a fome era tanta que a tenta\u00e7\u00e3o de voltar come\u00e7ou a crescer com ela. S\u00f3 queria uma boa refei\u00e7\u00e3o\u2026 Cada vez acreditava mais que aquilo era o pior. Mas mudou de opini\u00e3o quando apareceu um gato a caminhar de forma sorrateira na sua dire\u00e7\u00e3o. Ligeiramente agachado, estava escondido no meio da erva alta e meia seca devido \u00e0 aus\u00eancia de chuva nos \u00faltimos dias. Era preto e branco \u00e0s manchas, com uma branca \u00e0 volta de um dos olhos, e tinha um corpo de um gato composto e elegante. Tamb\u00e9m parecia muito \u00e1gil e determinado e, apesar de estar quase a esfregar o p\u00ealo macio na terra, este mantinha-se impec\u00e1vel e sem ponta de sujidade. O frango voltou a olhar para si. As penas de tr\u00e1s estavam estragadas e acinzentadas devido ao carro que quase o atropelara e as asas alaranjadas e sujas pela ferrugem do port\u00e3o. Naquele momento deu valor aos momentos em que as suas penas eram brancas como a neve, e ao qu\u00e3o macias ficavam quando a dona lhes fazia festas e mimos. Sentia pena em deixar a sua dona. Ela podia mat\u00e1-los, mas sabia amar os animais e dar-lhes uma vida digna. Curta mas digna. Ser\u00e1 que tinha melhorado a sua vida ou a sua decis\u00e3o torn\u00e1-la-ia uma luta constante pela sobreviv\u00eancia, sem momentos de prazer ou sem amor? Esta quest\u00e3o tomara conta da sua cabe\u00e7a, e s\u00f3 conseguiu focar-se a cem por cento na realidade quando o gato deu um salto veloz de metros de comprimento, com um ar amea\u00e7ador e as patas estendidas para a frente. O frango, assustado, fechou os olhos, protegeu a cabe\u00e7a com as asas e gritou com todas as suas for\u00e7as.\n  \u2014 Por favor n\u00e3o me comas! Ainda sou muito jovem!\n  Mas apenas ouviu um gemido ao seu lado, e decidiu olhar. O gato estava esticado rente ao ch\u00e3o, com um rato rec\u00e9m-morto entre as patas com as garras afiadas sa\u00eddas a espetar o rato. N\u00e3o parecia ter reparado no frango, e quando este gritou olhou para ele um tanto intrigado.\n  \u2014 Tem calma, galinha, eu n\u00e3o te vou comer. \u2014 disse, e pegou no rato pelo rabo, colocando-o dentro da grande boca de uma s\u00f3 vez. Depois mastigou-o calmamente, tempo que o frango aproveitou para esclarecer as coisas.\n  \u2014 Ah\u2026 pois, acontece que eu n\u00e3o sou uma galinha.\n  \u2014 Ai n\u00e3o? Ent\u00e3o o que \u00e9s? \u2014 perguntou o gato sem lhe dirigir o olhar, e enquanto lambia as patas para as limpar dos restos do rato, que ainda o lambuzavam.\n  \u2014 Sou um frango, e com muito orgulho. \u2014 afirmou o frango, tentando parecer confiante. Mas a fome que tinha n\u00e3o deixou que fosse muito convincente.\n  \u2014 Ai \u00e9s? Pois, mas aposto que n\u00e3o consegues fazer como eu fiz para ca\u00e7ar aquele rato. Viste? Era dos gordos\u2026. Normalmente s\u00e3o os melhores, e tamb\u00e9m os que fogem menos\u2026. Uma vez, apanhei um t\u00e3o gordo, t\u00e3o gordo, que me deu para duas refei\u00e7\u00f5es. Acreditas nisto? \u2014 contou o gato, acentuando a palavra \u201cduas\u201d. Reparou numa pata do rato na erva e comeu-a enquanto falava com a boca ainda cheia. Depois olhou para o frango todo sujo. \u2014 Tu n\u00e3o devias viver ali em baixo com os teus amigos?\n  \u2014 Pois\u2026 acontece que eu tomei a decis\u00e3o de fugir, pois tomei consci\u00eancia de que a minha dona me queria comer.\n  \u2014 H\u00e1 quanto tempo fugiste? Voc\u00eas s\u00e3o fracotes, n\u00e3o se aguentam vivos nem dois dias fora da capoeira!\n  \u2014 Fugi h\u00e1 umas horas\u2026 e estou a morrer de fome, ainda n\u00e3o encontrei um \u00fanico gr\u00e3o no ch\u00e3o.\n  \u2014 Andas a esgravatar a terra, frango idiota? Pensas que vai aparecer algum feij\u00e3o por a\u00ed, como aqueles que eu vejo a tua dona cozinhar e p\u00f4r na capoeira?\n  \u2014 E n\u00e3o vai?\n  \u2014 Ainda por cima cozido! Aqui n\u00e3o cai comida do c\u00e9u, e n\u00e3o h\u00e1 feij\u00e3o cozido. Ela \u00e9 que o coze. \u00c9s mesmo ignorante, se n\u00e3o fosse eu para te safar\u2026\n  \u2014 Ajudas-me, gato? Por favor, h\u00e1 horas que n\u00e3o como nada\u2026\n  \u2014 Pode ser, tamb\u00e9m n\u00e3o me custa nada. O que comes?\n  \u2014 Feij\u00e3o\u2026\n  \u2014 Para al\u00e9m de feij\u00e3o.\n  \u2014 A minha dona dava-me farinha de milho, uns croquetes, couves, feij\u00e3o,\u2026\n  \u2014 Milho, h\u00e3?\u2026 \u2014 disse o gato, pensativo. Refletiu por uns segundos enquanto caminhava para ao lado de uma planta na descida para a casa da dona do frango e depois continuou. \u2014 Conhe\u00e7o um campo de milho n\u00e3o muito longe daqui, podemos ir l\u00e1 buscar algum.\n  \u2014 A s\u00e9rio, vais ajudar-me?! \u2014 exclamou o frango, com os olhos radiantes. Seguia o gato para onde quer que ele fosse, pois sabia que ele podia ser aquele que o ajudaria a criar um novo estilo de vida.\n  \u2014 N\u00e3o agrade\u00e7as. \u2014 disse o gato, ao mesmo tempo que afiava uma das unhas no tronco estreito da planta e a analisava para ver se estava suficientemente afiada. Depois olhou o frango com um sorriso. \u2014 Vamos?\n  \u2014 Tudo pela comida! Isso se conseguir chegar l\u00e1\u2026\n  \u2014 Eu estou aqui, tem calma. Ou achas que ainda n\u00e3o passei fome?\n  \u2014 J\u00e1?\n  \u2014 Eu conto-te, mas vamos caminhando. \u2014 sugeriu o gato.<\/code><\/pre>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma hist\u00f3ria de aventura e luta pela sobreviv\u00eancia que come\u00e7ou quando o meu irm\u00e3o me pediu que lhe contasse uma hist\u00f3ria. Eu pedi-lhe que escolhesse um animal, e ele lembrou-se, sabe-se l\u00e1 como, do frango. Espero que gostem do primeiro cap\u00edtulo da hist\u00f3ria, e vou colocando os restantes \u00e0 medida que a for escrevendo. 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